As Crianças Não Aprendem Inteligência Emocional Só com Aquilo que Lhes Ensinamos

As Crianças Não Aprendem Inteligência Emocional Só com Aquilo que Lhes Ensinamos

Queremos que as crianças aprendam a reconhecer aquilo que sentem. Que consigam lidar com a frustração, expressar a zanga sem magoar, compreender a perspetiva dos outros, resolver conflitos e construir relações saudáveis.

E, por isso, ensinamos.

Falamos sobre emoções, lemos histórias, fazemos jogos, procuramos ajudá-las a encontrar palavras para aquilo que sentem e mostramos-lhes diferentes formas de agir quando alguma coisa é difícil.

Tudo isto importa.

Mas pensemos por momentos numa criança a quem ensinamos que pode sentir tristeza e falar sobre ela. Depois, num dia em que começa a chorar, ouve de um adulto: “Isso não é motivo para chorar!”. Ou numa criança a quem explicamos a importância de ouvir os outros e resolver os conflitos através do diálogo. O que acontece quando, à sua volta, os conflitos que observa são vividos de uma forma muito diferente?

As crianças não lidam com emoções apenas quando nos sentamos com elas para falar sobre o assunto. Deparam-se com elas todos os dias, nas situações mais comuns, muitas vezes quando ninguém está propriamente a pensar em educação emocional.

Por isso, antes de pensarmos em como ensinar inteligência emocional às crianças, devíamos refletir sobre outra questão: onde é que elas estão realmente a aprendê-la? Porque entre aquilo que explicamos e aquilo que acontece no dia a dia existe um território enorme feito de relações, respostas, exemplos e experiências.

E é para esse território que vamos olhar neste artigo.

 

A inteligência emocional também se aprende nas interações

Quando pensamos em ensinar uma criança a lidar com as suas emoções e com as dos outros, é fácil imaginarmos momentos intencionais: uma conversa depois de uma briga, uma história sobre o medo, um jogo que ajuda a reconhecer emoções ou uma atividade sobre empatia.

Mas grande parte da aprendizagem emocional acontece enquanto a vida está simplesmente a acontecer.

A investigação utiliza o conceito de socialização emocional para descrever este processo: a forma como as crianças vão aprendendo sobre emoções através das interações e dos contextos relacionais em que crescem. Uma revisão amplamente citada sobre o desenvolvimento da regulação emocional identifica três vias importantes através das quais a família participa nesse processo: aquilo que a criança observa nos adultos, a forma como estes respondem às suas emoções e o próprio clima emocional das relações familiares.

Isto ajuda-nos a perceber por que razão ensinar vocabulário emocional, por si só, não chega.

Imagina uma criança que já sabe identificar a tristeza. Reconhece-a numa carta, consegue apontá-la numa ilustração e talvez até diga “estou triste”. O que aprende sobre essa emoção quando, num momento real, começa a chorar?

Se encontra alguém disponível para acolher e escutar, tem uma experiência. Se, por outro lado, ouve repetidamente “isso não é motivo para ficares assim”, tem outro tipo de experiência e aprendizagem. Em ambos os casos, continua a saber que aquela emoção se chama tristeza. Mas aprende mais do que apenas o vocabulário emocional, está a aprender também o que pode acontecer numa relação quando expressa aquilo que sente.

É também por isso que as competências emocionais dificilmente podem ser pensadas apenas como competências individuais. Uma criança pode aprender num momento mais formal a reconhecer emoções, regular a raiva ou procurar compreender o outro e, depois, regressa aos contextos onde a sua vida realmente acontece: família, escola, recreio e comunidade.

A investigação mais recente sobre socialização emocional continua a reforçar esta visão relacional. As respostas dos adultos às emoções das crianças, as conversas que têm sobre aquilo que sentem e a sua própria expressão emocional são estudadas em conjunto porque todas podem participar na forma como as crianças desenvolvem compreensão e regulação emocional.

Isto não retira importância às atividades de educação emocional. Pelo contrário, ajuda-nos a perceber onde ganham significado. Uma criança pode descobrir num jogo que todas as emoções têm uma função; e é nas relações quotidianas que vai experimentar o que significa poder sentir essas emoções, falar sobre elas e aprender progressivamente o que fazer com aquilo que sente.

E essas relações incluem sempre mais do que uma pessoa, incluem quem se relaciona com a criança. Quando uma criança chega zangada, frustrada ou triste, não traz apenas a sua emoção para essa interação. Do outro lado está outra pessoa que também sente, interpreta e responde.

É para esse lado da relação que precisamos de olhar a seguir.

 

Aquilo que sentimos influencia a forma como respondemos

Reconhecer as nossas próprias emoções pode parecer uma questão separada da educação emocional das crianças. Na prática, tem consequências muito concretas na relação educativa.

Estamos constantemente a interpretar aquilo que acontece à nossa volta. Uma criança não arruma aquilo que lhe pedimos, interrompe uma conversa, responde de forma brusca ou demora demasiado tempo quando temos pressa. Perante esses comportamentos, fazemos rapidamente uma leitura da situação e decidimos como responder.

E essa leitura não acontece num vazio.

Podemos estar tranquilos, preocupados, irritados, entusiasmados ou simplesmente cansados. O nosso estado emocional pode influenciar aquilo a que prestamos atenção, a interpretação que fazemos de uma situação e, consequentemente, a resposta que escolhemos.

Imagina uma criança que demora a calçar os sapatos quando já estamos atrasados. Num dia em que nos encontramos num estado emocional mais positivos, talvez vejamos apenas uma criança distraída ou que precisa de tempo para desenvolver as suas capacidades de motricidade fina (se os sapatos tiverem atacadores, por exemplo) e dizemos-lhe “Vamos, precisamos mesmo de sair”. Mas numa manhã em que nos encontramos num estado emocional mais negativo, com pouco tempo e pouca paciência, aquele mesmo cenário pode parecer provocação.

A criança pode estar a fazer exatamente a mesma coisa. O significado que atribuímos ao seu comportamento também passa pelo estado em que nós próprios nos encontramos.

Um estudo de Marc Brackett e colegas ajuda a tornar esta influência particularmente visível. Os investigadores colocaram professores em diferentes estados emocionais antes de lhes pedirem que avaliassem um trabalho escrito. Todos avaliaram o mesmo trabalho, mas os professores que se encontravam num estado emocional mais negativo fizeram avaliações menos favoráveis de alguns aspetos do que aqueles que se encontravam num estado emocional mais positivo.

O resultado torna-se ainda mais interessante quando olhamos para aquilo que aconteceu depois. Quando os investigadores perguntaram aos participantes se consideravam que o seu estado emocional tinha influenciado a avaliação, a maioria respondeu que não.

Esta dificuldade em reconhecer a influência das nossas próprias emoções ajuda-nos a perceber por que razão a autoconsciência emocional também é importante para quem educa. Conseguir perceber “estou muito irritado”, “estou preocupada com outra coisa” ou “hoje tenho muito pouca paciência” dá-nos informação que pode ser relevante antes de interpretarmos o comportamento da criança como “ele está a desafiar-me”, “está a fazer isto de propósito” ou “não quer saber do que lhe digo”.

Essa consciência não resolve automaticamente a situação. O atraso continua a existir, um comportamento inadequado pode continuar a precisar de um limite e nem sempre teremos tempo ou disponibilidade para responder da forma que gostaríamos. Mas reconhecer o nosso estado emocional pode ajudar-nos a distinguir melhor aquilo que a criança está a fazer daquilo que nós estamos a sentir perante o que ela faz.

É aqui que verbos que tantas vezes associamos à inteligência emocional das crianças (reconhecer, nomear, compreender, regular, expressar, relacionar) começam também a dizer respeito a quem educa.

 

As crianças também aprendem ao observar-nos

Há aprendizagens emocionais que nunca chegam a ser explicadas em voz alta.

Podemos ensinar uma criança a respirar fundo quando está irritada, incentivá-la a dizer aquilo que sente, pedir-lhe que tente compreender a perspetiva de um colega ou explicar que os conflitos se resolvem conversando. São mensagens importantes. Ao mesmo tempo, a criança vai recolhendo informação sobre todas essas competências através daquilo que vê acontecer à sua volta.

Quando perdemos a paciência, observa o que fazemos com a irritação. Quando estamos tristes ou preocupados, observa se conseguimos falar sobre aquilo que sentimos. Quando alguém discorda de nós, vê como reagimos a uma perspetiva diferente. E quando surge um conflito, acompanha a forma como o tentamos resolver.

Esta aprendizagem por observação está bem estabelecida na psicologia do desenvolvimento. As crianças aprendem comportamentos e formas de responder através dos modelos que encontram nos seus contextos, e a investigação sobre socialização emocional inclui precisamente a modelagem como uma das vias pelas quais os adultos participam no desenvolvimento da regulação emocional.

Isto pode deixar-nos desconfortáveis. Se as crianças estão a observar-nos, será que temos de conseguir manter sempre a calma, comunicar perfeitamente e gerir todos os conflitos da melhor maneira?

Essa expectativa seria impossível de cumprir. Inteligência emocional não exige perfeição emocional. Um adulto emocionalmente competente também se irrita, perde a paciência, levanta a voz, interpreta mal uma situação ou responde de uma forma de que mais tarde se arrepende. A diferença está naquilo que consegue fazer depois.

Podemos voltar a uma conversa e dizer: “Há pouco estava muito irritada e falei contigo de uma forma de que não gostei.” Podemos pedir desculpa, explicar aquilo que sentimos sem responsabilizar a criança pela nossa reação e tentar reparar o que aconteceu.

Nesses momentos, continuamos a ser um modelo.

A criança vê que podemos reconhecer uma resposta inadequada sem fingir que ela não aconteceu. Descobre que pedir desculpa também faz parte do que se vive num relacionamento e que um conflito não precisa de ficar definido pelo pior comportamento de quem participou nele. Quando falhamos, a forma como voltamos atrás e reparamos a relação também pode tornar-se uma aprendizagem importante para a criança.

A aprendizagem através do exemplo é muito poderosa. As crianças não observam apenas aquilo que fazemos quando conseguimos regular uma emoção. Observam também como lidamos com aquilo que acontece quando não conseguimos.

E há outra aprendizagem que depende muito da resposta do adulto: perceber que sentir uma emoção e agir a partir dela são duas coisas diferentes.

 

Podemos validar a emoção e continuar a colocar limites

Uma das situações mais exigentes para quem educa surge quando uma emoção intensa aparece acompanhada de um comportamento que precisa de ser interrompido. Uma criança pode estar zangada e bater no irmão, sentir-se frustrada e atirar um objeto ou ter ciúmes e dizer algo que magoa um colega. Nesses momentos, emoção e comportamento aparecem tão próximos que é fácil responder aos dois como se fossem uma só coisa.

Imaginemos uma criança que diz “Bati nele porque estou zangado!”. Perante esta situação, um adulto pode responder “Não tens razão para estar zangado. Para com isso!” ou optar por “Eu percebo que estás zangado. Não podes bater. Vamos perceber o que aconteceu.” Nas duas situações, o adulto pode querer exatamente a mesma coisa: impedir que a criança magoe alguém, mas aquilo que a criança tem oportunidade de aprender em cada interação é diferente.

Na segunda resposta, o limite permanece claro: bater não é aceitável. Ao mesmo tempo, existe espaço para reconhecer a emoção e tentar compreender aquilo que aconteceu. Esta distinção é fundamental na educação emocional, porque reconhecer aquilo que uma criança sente é compatível com estabelecer limites claros para aquilo que faz. Podemos validar a raiva e interromper uma agressão, compreender a frustração e manter uma regra ou reconhecer o ciúme e ajudar a reparar palavras que magoaram.

Quando respondemos à própria emoção com frases como “não tens razão para estar zangado”, “não fiques triste” ou “não há motivo para teres medo”, a criança recebe pouca ajuda para compreender aquilo que está a acontecer dentro dela. A emoção continua presente e ela continua a precisar de aprender a reconhecê-la, expressá-la e encontrar formas adequadas de responder. Se conseguimos separar aquilo que sente daquilo que fez, abre-se espaço para uma aprendizagem diferente: “Posso estar muito zangado e, ainda assim, há coisas que não posso fazer quando estou zangado.”

Por vezes, o comportamento terá de ser interrompido antes de existir disponibilidade para conversar. Perante uma agressão, “Não te vou deixar bater” pode ser tudo aquilo que é necessário naquele momento. Mais tarde, quando a intensidade emocional tiver diminuído, podemos regressar ao que aconteceu, tentar perceber o que desencadeou a zanga e pensar noutras possibilidades para uma situação semelhante: afastar-se, dizer “para”, pedir ajuda ou explicar aquilo de que não gostou.

É nestas pequenas interações quotidianas que uma ideia abstrata como “aprender a regular as emoções” começa a ganhar significado. Aos poucos, a criança vai percebendo que pode reconhecer aquilo que sente, compreender o que desencadeou essa emoção e ampliar o repertório de respostas que tem à sua disposição.

 

Educar emocionalmente é uma tarefa partilhada

Ao longo de um único dia, uma criança pode passar por vários contextos e relacionar-se com muitos adultos diferentes. Está com a família, entra na escola, encontra professores, educadores e assistentes operacionais, participa em atividades e regressa novamente a casa. Em cada um destes lugares, continua a aprender sobre emoções através das relações que estabelece.

Por isso, faz sentido pensar a educação emocional para além de intervenções dirigidas exclusivamente à criança. Se queremos que aprenda a reconhecer aquilo que sente, a comunicar, a regular as suas respostas e a relacionar-se com os outros, ajuda que encontre oportunidades para desenvolver essas competências nos diferentes contextos onde cresce. A criança desenvolve-se num verdadeiro ecossistema de relações, e aquilo que aprende num contexto acompanha-a quando entra noutro.

Isto não exige que pais, professores, educadores e outros adultos respondam sempre da mesma maneira. Cada relação tem características próprias e cada adulto terá a sua forma de comunicar. A coerência pode estar em princípios mais simples e partilhados: reconhecer uma emoção antes de julgar aquilo que a criança sente, distinguir emoções de comportamentos, colocar limites sem rejeitar a experiência emocional e procurar regular a nossa própria resposta quando queremos ajudar uma criança a regular a dela.

Pensemos numa criança que aprende em casa que pode dizer “estou zangado” e que essa emoção será escutada, embora continue a haver limites para aquilo que pode fazer. Se encontra uma abordagem semelhante na escola, a linguagem emocional que está a construir ganha continuidade. Aos poucos, conceitos como raiva, frustração, empatia, limites ou autorregulação deixam de pertencer a uma atividade específica e passam a fazer parte da forma como compreende e vive as relações.

Jogos, histórias e atividades de educação emocional encontram aqui um lugar interessante. Podem criar oportunidades para conversar, experimentar linguagem e explorar situações que nem sempre surgem espontaneamente. Depois, o quotidiano oferece inúmeras ocasiões para dar continuidade a essas aprendizagens: um conflito entre irmãos, uma frustração na sala de aula, uma brincadeira que correu mal ou uma conversa difícil ao final do dia.

A educação emocional ganha força quando deixa de estar confinada ao momento em que decidimos “agora vamos falar sobre emoções” e começa a fazer parte da cultura relacional que construímos à volta da criança.

 

Conclusão

Queremos crianças que saibam reconhecer aquilo que sentem, regular a raiva, comunicar com respeito, compreender a perspetiva dos outros e resolver conflitos. Investimos tempo a ensinar-lhes essas competências e esperamos, naturalmente, começar a vê-las aparecer nas suas escolhas e comportamentos.

Talvez valha a pena dirigirmos algumas dessas expectativas também para nós.

Quando pedimos a uma criança que fale em vez de gritar, como comunicamos quando estamos zangados? Quando lhe ensinamos a colocar-se no lugar do outro, o que acontece quando somos confrontados com uma perspetiva diferente da nossa? Quando esperamos que consiga reconhecer uma emoção antes de reagir, conseguimos perceber aquilo que estamos a sentir antes de responder?

Estas perguntas podem ser desconfortáveis. E têm de ser feitas com a consciência de que os adultos também estão a aprender. Ter responsabilidade na educação emocional de uma criança não exige respostas perfeitas; exige reconhecer que aquilo que fazemos dentro da relação também educa.

Desenvolver inteligência emocional nas crianças dificilmente pode ser um projeto dirigido apenas a elas. Pais, professores, educadores, assistentes operacionais e outros adultos significativos fazem parte dos contextos onde essas competências são experimentadas todos os dias.

Quando os diferentes adultos que fazem parte da vida de uma criança partilham uma linguagem emocional e alguns princípios comuns, aquilo que ela aprende encontra mais oportunidades para ser vivido, praticado e integrado.

 

FAQs

O que significa educar emocionalmente uma criança?

Educar emocionalmente passa por ajudá-la a reconhecer e compreender aquilo que sente, desenvolver formas progressivamente mais adequadas de regular as suas respostas e utilizar essas competências nas relações com os outros. Esta aprendizagem acontece através de conversas e atividades intencionais, mas também nas experiências relacionais que fazem parte do seu quotidiano.

As crianças aprendem a regular as emoções através do exemplo dos adultos?

A observação é uma das formas através das quais as crianças aprendem sobre emoções. Reparam em como os adultos expressam aquilo que sentem, como lidam com a irritação, como reagem perante conflitos e como respondem às emoções das outras pessoas. Por isso, aquilo que fazemos pode tornar-se uma referência tão importante como aquilo que explicamos.

Validar uma emoção significa aceitar o comportamento da criança?

Podemos reconhecer que uma criança está zangada, frustrada ou com ciúmes e continuar a estabelecer limites claros. Dizer “Percebo que estás muito zangado. Não te vou deixar bater” permite reconhecer a experiência emocional enquanto se interrompe um comportamento inadequado. Aprender a distinguir aquilo que sentimos daquilo que fazemos com o que sentimos é uma parte importante da educação emocional.

Tenho de manter sempre a calma para ensinar inteligência emocional?

Não. Os adultos também se irritam, ficam cansados e nem sempre respondem como gostariam. Esses momentos podem incluir aprendizagem quando conseguimos reconhecer aquilo que aconteceu, assumir responsabilidade pela nossa resposta e reparar a relação. A criança pode observar tanto a forma como regulamos uma emoção como aquilo que fazemos quando não conseguimos regulá-la da melhor maneira.

Porque é importante existir alguma coerência entre família e escola?

A criança desenvolve as suas competências emocionais em diferentes relações e contextos. Quando encontra alguns princípios e uma linguagem emocional partilhados entre os adultos que fazem parte da sua vida, tem mais oportunidades para compreender e aplicar aquilo que está a aprender. Essa coerência não exige que família, professores e educadores respondam todos da mesma forma; pode existir através de ideias comuns sobre emoções, comportamentos, limites, comunicação e autorregulação.

Os jogos de emoções são suficientes para desenvolver inteligência emocional?

Os jogos podem criar oportunidades muito ricas para reconhecer emoções, conversar sobre experiências, explorar diferentes perspetivas e experimentar respostas possíveis. O seu valor prolonga-se quando aquilo que é explorado através do brincar encontra espaço nas situações reais do quotidiano. Uma conversa durante um jogo pode dar linguagem à criança; uma situação vivida mais tarde pode ajudá-la a utilizar essa linguagem para compreender aquilo que está a sentir.

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